Manual para jovens sonhadores:
Chapter one:
A magia por trás das nossas mentiras:
O trecho desse capitulo a autora relatou sobre as mentiras que ela contou quando era criança para obter algum momento de prazer e aventura. Mas Depois relatou a continuidade que se deu dessa mentira na vida adulta e profissional. No final a mesma concluiu que todos os adultos de certa forma estão mentindo para si mesmos. Não tem ninguém 100% satisfeito com o seu ambiente de trabalho e com suas escolhas em relação a vida. O trecho que me chamou mais atenção foi em relação a tomada de decisões que ela teve assim que saiu da escola. O único objetivo dela era: viajar, ler livros e conhecer pessoas interessantes. E isso fez ela tomar decisões não tão sábias assim para conseguir um pouco disso. Mas com o decorrer do tempo ela foi se perdendo. Perdendo a sua identidade e não sabia exatamente pq estava onde estava. Ela só sabia que não estava bem com tudo aquilo. Não tinha dinheiro que pagasse a sua felicidade.
" Se por um momento silenciamos o barulho de “o que diriam” e
prestamos atenção na nossa coleção de mentiras, analisando o
quando, o como e o porquê, podemos encontrar o nosso tesouro
pessoal, aquilo do que realmente gostamos e o que realmente
somos, e poupar a nós mesmos de muitas mentiras inúteis que
só vão desperdiçar nosso tempo e ânimo. Só fazendo isso é que
realmente poderemos correr atrás dos nossos sonhos e nos tornar
protagonistas das nossas vidas (e não seguidores da vida e dos
sonhos de outra pessoa)."
Esse trecho me chamou bastante atenção pois me identifiquei rapidamente com as minhas decisões tomadas daqui até agora. Assim que estava prestes a entrar no terceiro ano eu precisava me decidir em relação a minha carreira. Em relação a aquilo que queria ser no futuro. Meu futuro precisava ser decidido por mim. Mas hoje vejo que eu não conhecia NADA do mundo para tomar uma decisão que fosse nortear a minha vida. Minhas decisões foram tomadas de modo infantil - falo no modo infantil, não de infantilidade, mas de desejo. Qual o curso estaria mais alinhado com aquilo que desejava.
Eu deseja viajar. Eu desejava conhecer pessoas, conhecer novas culturas. Eu desejava algo que fosse todo dia uma novidade. Nada dentro de padrões e muitas regras ou hierarquias. E escutando um professor ou outro falando que o curso de geografia era o curso em que mais a pessoa viajava. Eu tomei a decisão por fazer geografia.
E sim! Geografia é um curso encantador. Eu viajei demais. Eu aprendi coisas fundamentais para fazer a minha própria viagem. Mas o curso em si com o passar do tempo não estava se tornando aquilo que pensava. Ele exigia de mim algo que não tinha tanto interesse assim. Meus interesses no curso eram limitados a viagens e ficar encantada com novas paisagens e novas experiências.
Mas para manter as minhas viagens garantidas, eu precisei procurar um emprego. Pois meus pais não tinham condições de bancar as minhas viagens. Logo, achei um emprego padrão. Dentro de tudo aquilo que nunca desejei. Hierarquia, rotinas e modelo padrão. Mas ele estava me dando retorno financeiro e ainda me dava tempo para viajar.
Porém esse período de 1 ano e 4 meses passou. Recebi o convite para continuar na empresa e agora trabalhar no modelo integral. Eu refleti bastante, mas afim de manter as minhas viagens e uma comodidade na questão financeira e também por influencia dos meus pais, eu aceitei.
Foram momentos de diversos descobrimentos e encantamentos. Mas logo vieram os desconfortos, as pressões, as fases ruins que exigiram de mim deixar os meus sonhos de lado, a minha vida de lado.
Eu praticamente só vivia no final de semana. E no final de semana queria fazer com o dinheiro exatamente aquilo que deseja. Viajar, sair, conhecer pessoas. E isso eu fiz BASTANTE. Foram vários momentos de interações, encontro sociais e diversas viagens. Mas no fim de tudo.. tinha que voltar naquele lugar na segunda feira e fazer TUDO de novo e de novo.
Os quatro anos que passei naquele lugar foram de um esquecimento total no meu eu, e um esgotamento fenomenal daquilo que sonhava para o meu futuro. Eu olhava fotos do passado e sempre pensava: Pouxa! como você estava feliz nesse dia. (Pois vc era vc ali, não trabalhava naquele lugar). E isso fazer um fotos e mais fotos. Os momentos que tinha de maior felicidade eram as minhas férias. Nossa! que momentos inesquecíveis. Eu viajava para onde desejava e sem ter a preocupação de ter que voltar na segunda.
Mas finalmente se deu o fim do meu trabalho. Como eu fiquei feliz por terem me tirado dali.
Agora estou entrando em uma nova etapa da minha vida.
Eu estou me procurando novamente. Eu estou atrás novamente de quem eu sou. Na busca dos meus sonhos. E quero deixar anotado para mim mesmo que não devo entrar em nenhum lugar com aquilo que não esteja alinhado com os meus sonhos mais íntimos.